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Publicado em 28/11/2011 12:00:11 Categoria: Teatro

Espetáculo Hell com Bárbara Paz no Teatro do SESI de São José do Rio Preto

"As sessões serão realizadas na sexta-feira e no sábado (02 e 03/12), às 20h. A entrada é franca. "

A atriz Bárbara Paz dá vida à garota parisiense rica e fútil retratada no espetáculo, personagem que, em livro, se tornou fenômeno editorial na França e best-seller em dezenas de países.

Nos dias 02 e 03 de dezembro, às 20h, o Teatro do SESI São José do Rio Preto apresenta, gratuitamente, o espetáculo Hell, protagonizado pela atriz Bárbara Paz. Na sexta-feira, após a apresentação, o diretor da peça e cineasta Hector Babenco fará um bate-papo com o público, aberto a perguntas sobre sua trajetória pessoal e a montagem de Hell.  

O romance Hell marcou, em 2003, a estreia da escritora Lolita Pille, então com 21 anos. Retrato devastador da juventude rica e consumista de Paris, que preenche suas vidas com sexo, álcool, drogas e roupas de grife, Hell poderia se passar em qualquer grande cidade do mundo, pois espelha os valores e o comportamento de uma classe que, sem encontrar limites para o prazer, vive o angustiante vazio do excesso.

Foi a atriz Bárbara Paz quem entregou o livro ao cineasta Hector Babenco, que começou no teatro. Segundo ele, a descoberta de Hell o despertou de uma forma feroz, como nunca antes aconteceu.

Na adaptação do livro para o teatro, a primeira no mundo, Babenco teve a parceria de Marco Antônio Braz, concentrando a dramaturgia em dois personagens: Hell, a protagonista interpretada por Bárbara Paz, e Andrea, o homem amado por ela, atualmente vivido por Paulo Azevedo. 

Hell, breve sinopse 

Hell, pseudônimo da narradora, é uma garota rica, fútil e arrogante. Niilista, despreza a natureza e o único credo é que seja bela e consumista. A adaptação concentra a ação da peça na trágica história de amor vivida pela protagonista e Andrea, jovem tão rico e imerso no desespero quanto ela. A experimentação de um afeto verdadeiro assim como uma total inabilidade para se lidar com ele constituem o fio narrativo principal da transposição para a cena desse romance.

Espetáculo Hell com Bárbara Paz

Hell, por Hector Babenco 

“Sou essencialmente um homem de teatro. Foi assim que comecei e assim tenho prosseguido. Deixando esta marca forte dentro dos meus filmes. A descoberta do livro Hell me despertou de uma forma feroz, como nunca antes me aconteceu.Loucos de Amor, de Sam Shepard e Closer, de Patrick Marber, ambos dirigidos por mim, assim como outros espetáculos que produzi, nasceram de uma vontade enorme de voltar ao palco. O encontro do livro Hell me deixou perplexo diante da devastadora banalidade da vida narrada em primeira pessoa pela personagem principal, que nos leva a uma história de amor intensa e cega, que com a mesma força que nasce e se mantém se desfaz, imersa num universo de drogas e futilidades. Penso que a transposição deste texto para dramaturgia de dois atores possa de alguma forma flagrar um instante de vida onde a vida real parece impossível. Gostaria de entregar no palco a sensação do fracasso do amor entre pessoas que têm tudo para serem felizes e que são impedidas pelos vícios ou por um comportamento doentio delas mesmas.” 

Esse é o terceiro espetáculo que Hector Babenco dirige. Os anteriores foram Loucos de Amor (1988), de Sam Shepard, com Edson Celulari, Xuxa Lopes, Antonio Calloni e Linneu Dias; e Closer - Mais Perto (2000), de Patrick Marber, com Renata SorrahJosé Mayer, Marco Ricca e Guta Stresser. 

Bárbara Paz 

É formada pelo Centro de Pesquisa Teatral do SESC, dirigido por Antunes Filho. Trabalhou com o Grupo Tapa,Parlapatões Pia Fraus. Com mais de 15 peças no currículo, seus principais trabalhos foram A Importância de ser Fiel, de Oscar Wilde, dirigida por Eduardo Tolentino; Madame de Sade, de Yukio Mishima, dirigida por Roberto Lage; Os Sete Gatinhos, de Nelson Rodrigues, dirigida por Alexandre Reinecke; Contos de Sedução, de Guy de Maupassant e direção de Eduardo Tolentino. No cinema, fez Ilha Rá-Tim-Bum, de Eliana Fonseca, e Seja o que Deus quiser, de Murilo Salles. Recebeu o Prêmio Kikito de melhor atriz em 2003 pelo curta-metragem Produto Descartável, de Rafael Primot. Dirigiu e escreveu, em 2005, seu primeiro curta. Dirige e apresenta o programa Curta na Estrada, no Canal Brasil. Em televisão, recentemente fez o papel da Renata na novela Viver a Vida, da Rede Globo

Paulo Azevedo

Fundador e ex-integrante do Grupo Espanca! atuou nos espetáculos Por Elise e Amores Surdos. Integrou o Oficinão Galpão Cine Horto, com direção de Chico Pelúcio (Grupo Galpão). Dramaturgo dos espetáculos Sonetos de Areia e Nômades, do Projeto Cena 3x4 Galpão Cine Horto, sob a coordenação de Antônio Araújo e Luís Alberto de Abreu. Trabalhou com grupos e diretores reconhecidos, como Ione de Medeiros (Grupo Oficcina Multimédia), Mônica Ribeiro e Yara de Novaes (Cia. Móvel), Elisa Santana (Filhos da PUC) e Luiz Carlos Garrocho. Foi apresentador e entrevistador do Programa AGENDA, exibido pela Rede Minas de Televisão, onde também atuou como assistente de direção e produtor de diversos vídeos educativos e institucionais. É formado em jornalismo pelo UNI-BH. Foi ainda integrante da Oficina de Novos Talentos da Rede Globo Minas.


Lolita Pille e Hell 

“Se Lolita Pille provavelmente fez parte da geração dopada por Bret Easton Ellis e Frédéric Beigbeder, isso não a impediu de reler Harmonie du soir, de Baudelaire. E, por baixo de sua insolência exasperante, descobrimos uma jovem mulher dotada de uma grande lucidez para decodificar as regras do jogo de um mundinho medíocre."


Le Monde

Lolita Pille (nascida em agosto de 1982) descreve sem pudor o mundo ao seu redor. Ela escreveu Hell “num instante de rebeldia”, segundo suas palavras, quando tinha 18 anos, nas mesas de bares da moda, às quatro horas da manhã, depois de sair das boates mais caras de Paris. Escreveu também nos intervalos (e durante) as aulas, que pouco assistia, no Liceu La Fontaine, frequentado pela juventude pretensamente dourada do 16ème Arrondissement. Não precisou pesquisar muito: bastava olhar para os lados, conversar com as amigas insolentes e mimadas e descrever seu próprio cotidiano, vivido em badalados restaurantes, bares de hotéis e áreas vips de boates, sem falar nos passeios em carros de luxo e nas viagens nos jatinhos de amigos.
Hell é fascinante e provocador, desabusado e lúcido, diante do qual é impossível permanecer indiferente. Talvez o segredo de seu impacto esteja no fato de que, por trás da irritante exaltação do meio que frequenta, Lolita o denuncia da forma mais dura possível. Quando faz um aborto, ela adquire uma consciência amarga da vacuidade da sua existência. É então que a autora desvenda sem hipocrisia o mundinho fútil dos muito ricos, o lado sombrio da juventude dourada.  
Ela nunca disse que qualquer semelhança de seu livro com a realidade seria mera coincidência, ao contrário, ela afirma que não exagerou em nada, apenas romanceou um pouco a sua vida real. Ela é filosoficamente pessimista, tendo moldado seu ceticismo nas leituras de Baudelaire e Bataille. “Se os ricos não são felizes, é por que ‘Felicidade não existe’”, reflete. Ou ainda: “A humanidade sofre, e eu sofro com ela”. Mas por mais cínica diante da mediocridade que a rodeia, Lolita/Hell se recusa a assumir o papel de pobre menina rica. Ela não abre mão dessa vida, mordida pela engrenagem infernal da noite. “Não vou parar de sair. O que iria fazer de meu guarda-roupa Gucci?”. 

Depois dos relatos, Lolita foi proibida de entrar em boates e rejeitada por amigos, que se viram retratados em situações embaraçosas. Ela se mudou da luxuosa casa dos pais para um apartamento no bairro do Marais, desistiu das noitadas e deu continuidade à bem-sucedida carreira literária, lançando Bubble gum (2004) e Crépuscule Ville (2008). Além disso, escreve crônicas na revista Femmes. 


Ficha Técnica 
Adaptação: Hector Babenco e Marco Antônio Braz 
Elenco: Bárbara Paz e Paulo Azevedo 
Direção: Hector Babenco 
Cenografia: Felipe Tassara 
Iluminação: Beto Bruel 
Figurino: Renata Correa 
Dir. de Produção: HB Filmes 
Produção Executiva: Marta Tramonti 

SERVIÇO: 
Espetáculo: Hell 
Local: Teatro do SESI São José do Rio Preto – Avenida Duque de Caxias, 4.656, Vila Elvira.

Datas e horários: dias 02 e 03 de dezembro (sexta-feira e sábado), às 20h. 
Entrada: Franca – Os ingressos serão distribuídos na bilheteria do teatro com trinta minutos de antecedência. 
Capacidade: 380 lugares + 8 para PNE’s 
Gênero: drama 
Duração: 70 minutos 
Recomendação etária: Não recomendado para menores de 16 anos 
Informações: (17) 3224-2499

Clique e confira a programação atual do SESI de São José do Rio Preto

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Parabéns pela publicação .. eu estava aguardando mais informações a respeito da peça ...
 
Luciene (30/11/2011 08:20:25)
 

 

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