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Publicado em 18/07/2009 13:31:13 Categoria: FIT

E continuamos... Leitura leitura de Comunicação e Agarrotado

"Sabe Aquele Site que todos estão procurando? Você achou!"

Duas peças que fazem o público se posicionar de frente de suas próprias atitudes, de seus próprios hábitos, da sua própria condição de ser humano. Assim é “Comunicação a uma academia” e “Crónicas de José Agarrotado”.

Antes de mais nada, é fundamental o comentário sobre a qualidade de tais atores, da impressionante atriz Juliana Galdino, que faz Pedro, o vermelho e, da qualidade e do preparo físico e cênico dos atores de “Agarrotado”, David climent e Pablo Molinero. E saber que aquele macaco macho, ou um macaco ‘homem, humanizado’ é feito por uma mulher, digo pela qualidade da sua atuação no papel de um homem ou de um macho e, os tantos e loucos e ágeis e sincronizados movimentos de “Agarrotado”...
 
O homem rindo-se de suas próprias condições, vendo no palco a representação da sua realidade, cheia de um humor negro, de ironias, de grandes vazios preenchidos por álcool, fumo, conversas desconexas. Na primeira o homem e as suas ‘sujeiras’ a linha tênue que o separa, ou o faz pensar estar separado, de sua natureza animal e, na outra, o homem e os seus nadas, e a sua pressa num tempo que parou. Mas ambos não se dão conta disso, apenas olham, se identificam... mas se identificam num papel tão ridículo, que os afasta no mesmo instante – esse aí é você, e não eu (excetuemos aqui Pedro, o macaco).  
 
E assim as coisas continuam a se seguir, no mesmo ciclo de sempre e sempre. Assim, o ato não termina, não diria que assim as luzes não se apagam mas, sim, que elas não se acendem... E continuamos com as nossas macacadas e a esperar por não se sabe quem... por não se sabe o quê... por não se sabe quem... por não se sabe o quê... por não se sabe quem... ...

Colaborador:
Mateus Werther

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... e esperar.

 
Felipe (18/07/2009 15:05:54)
 

...e não desistir

 
Lucas Pessoa (18/07/2009 15:09:47)
 

Mentira que é uma mulher!! NOSSA...

 
Will (18/07/2009 15:19:17)
 

Sobre crônica de José Agarrotado

Espelho... Sabe-se desse objeto toda a sua sincronia de movimentos, todo o seu milimetroso cuidado de ser milímetro. Perfeito. Rente aquilo que se olha e que se deseja.

Sabe-se ainda do espelho que diante dele se enxerga uma imagem, ora virtual, ora imaginária, ora física, hora que passamos diante dele sem saber exatamente se é, simplesmente, real.

Alice, talvez, entenda os por menores detalhes que se escondem em um espelho, ou talvez através dele. Mas nem Alice, nem Espelho, conseguem explicar os pequenos pontos da compreensão daquilo que queremos ser, ou, principalmente, daquilo que Não queremos ser.

A fraqueza do espelho se esconde, mas existe... Ele não tem poder para controlar o tempo, e esse, que sabe de seu poder, manipula, volta, revolta, revira-e-volta conseguindo, por mais difícil que seja, enganar a própria imagem espelhada e milimetrada e quando o eu, de frente pra mim, se distorcem e repetem e contorcem a realidade avermelhada, ou esverdeada, daquilo que desejamos incessantemente não conhecer. Perguntar se está sozinho, é a busca de uma imagem real (?) da própria solidão.

E nessa brincadeira de poder, o que mata, é o tempo! É o presente! Que também reflete o jogo de querer amar, mas o desejo, quase que carnal, de matar o eu para que o tempo não possa mais efetuar poder sobre nós.

Se estou vermelho, se estou sorrindo, se está verde, se está matando... Ligue uma música, se necessário cubra um espelho, mas não há maneira de se esquecer de que o tempo, guia da própria formação, está sempre, sentado, te esperando num saguão iluminado qualquer... Consciente.

Está Claro???

 
Lucas Pessoa (19/07/2009 00:11:49)
 

 

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