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Publicado em 07/07/2009 17:30:56 Categoria: FIT

FIT - Entenda o Conceito: Instâncias da subjetividade

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Instâncias da subjetividade

  
Como acontece todos os anos, o FIT (Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto) traz um conceito inédito, que permeia os debates oferecidos na programação e insere o Festival no atual contexto das novas formas do “fazer teatral”.
 
A subjetividade é o tema do FIT em 2009. Dentro desse conceito, o espectador transforma-se em agente. O modo como cada indivíduo recebe, absorve e analisa as mensagens apresentadas em um espetáculo vai gerar impacto sobre a criação teatral. Os artistas deixam de pensar exclusivamente no coletivo e concentram-se também nas inúmeras percepções da platéia para moldar seus espetáculos. A recepção do público é que vai definir a obra.
 
 
O conceito
 
O espectador se torna, na arte e no teatro contemporâneos um agente decisivo na efetivação da linguagem. Não se espera que sofra passivo um efeito, mas que formule com sua leitura o sentido da obra, e construa uma interpretação a partir dessa fruição subjetiva.
 
Ao mesmo tempo, no plano dos criadores, se são cada vez mais abertos os processos, no sentido de se reformularem constantemente os procedimentos construtivos, a dimensão colaborativa aparece como uma constante, em que se combinam pressupostos coletivos e pulsões individuais em prol de uma resultante friccionada pelas diversas visões em jogo.
 
Nesse contexto, a subjetividade, mais do que uma instância negativa a ser combatida por um ideal abstrato de coletividade, ou uma impossibilidade teórica diante da crise histórica do sujeito, pode ser pensada e examinada a fundo como sede inexorável das propostas criativas e destino último das criações.
 
Investigar como a produção e a recepção se harmonizam criativamente na subjetividade, por meio de projetos que se constituem a partir de radicalizações subjetivas e se concretizam na solidão das leituras individuais, é avançar na compreensão do fenômeno teatral contemporâneo.
 
Processos criativos coletivos se assumem como espaços de diferenças e de convivência intersubjetiva, e geram espetáculos e ações que fazem do intercâmbio das percepções individuais a sua matéria, e que tem nas recepções peculiares dos espectadores a sua razão de ser. A produção e a recepção como momentos necessários de um mesmo jogo, em que os espectadores se tornam agentes criativos e os artistas leitores críticos.
 
 
Fonte: Central de Comunicação FIT 2009

Colaborador:
William Bauch

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