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Publicado em 14/07/2011 23:40:00 Categoria: FIT

Leitura de "A Criança Mais Velha do Mundo", do Núcleo de Criação Banda Mirim, no FIT 2011

"Será que ficamos velhos a cada aniversário ou à medida que deixamos o tempo passar e junto com ele os nossos sonhos? "

Será que sabemos realmente dar uma definição para tempo? Se buscarmos no dicionário, certamente encontraremos, mas esta definição condiz com o que este representa para cada um?

O tempo para uma criança é o mesmo para um idoso? Certamente não, pois o tempo carrega em si a magia de muitas faces e probabilidades.

E é exatamente com essa magia, embalada com canções, cujas letras acompanham o tema central da peça e são interpretadas ao vivo pela própria compositora, Claudia Dorei – que não é uma personagem, que o espetáculo A Criança Mais Velha do Mundo apresenta ao público o tempo e seus movimentos.

O tempo do ontem, com as mais encantadoras lembranças. O hoje repleto de possibilidades, o tempo de realização da história e de sonhar, para que o amanhã seja possível.

Com muito encantamento, típico das crianças, e também muita singeleza, característica dos idosos, o texto se desenvolve de maneira poética e musical, fazendo com que o público ultrapasse a qualquer definição e chegue a um lugar onde o tempo não encontra espaço: a imaginação.

Para compor a montagem, o conhecido gira-gira e os tempos de cada nota musical nos lembram que a vida é cíclica, que sempre há um começo e um fim, mas que é no durante que tudo acontece e a história se realiza.

E é assim que Magnólia, uma menina de 6 anos, com suas infinitas perguntas, tenta entender o mundo. De outro lado, uma senhora com 90 anos bem vividos já encontrou as respostas que buscava, mas isso não a faz parar, pelo contrário. E para caber tantas outras descobertas, ela tem como aliado o esquecimento, que, para ela, é o espaço que se abre para novas lembranças e experiências.

O tempo é particular, a intensidade ou velocidade com que ele se conduzirá depende de cada um de nós. Cada um constrói o próprio tempo, seja ele de alegrias ou tristezas, de vitórias ou derrotas, de lembranças ou arrependimentos.

Será que ficamos velhos a cada aniversário ou à medida que deixamos o tempo passar e junto com ele os nossos sonhos?

Cada fase da vida cumpre um papel, mas há um ponto em comum entre elas que faz com que, em algum momento, se cruzem e interajam entre si. São os aprendizados que vão construindo o tempo de nossa existência, os caminhos percorridos e os que ainda precisarão ser ultrapassados.

Uma coisa é certa: cada um terá um final único, construído dia a dia. O mais importante é que tenha valido a pena.

Colaborador:
Daniela Cavina

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òtima leitura!!
 
juliana (16/07/2011 14:12:35)
 

 

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