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Publicado em 25/01/2010 18:57:58 Categoria: Textos Livres

O conto da tartaruga verde

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Amigos são presentes. Ausências são coadores sujos de café. Borboletas são fadas pequeninas. Lagartas ainda fadas serão. O corpo, o violão. A canção, sorriso.


A lenta (in)decisão (uma tartaruga verde!) disse-me certa vez: - Amigos são amigos, e presentes são presentes; ausência é a falta, coador sujo é no lixo; borboletas voam, voam, as fadas só nos contos, as lagartas esfomeadas; e o corpo não é violão, e se a canção for triste não é sorriso, e o sorriso nunca o vi cantar.
Não sei, ouço as palavras da tartaruga verde (isso é uma metáfora?) e penso que triste vida deve ter ela, ou não, que triste vida deve ter os que não metaforizam. Viver, humanamente (de ser Humano) falando, é inundar-se de interpretações. Logo, viver é interpretar (e não falo de Teatro), mas a convivência, os diálogos, os monólogos, os discursos, as preces, todos baseiam-se em interpretações.
A minha grande dúvida (nem tão grande assim!) é... as mais diferentes pessoas têm as mais diferentes interpretações sobres coisas e pessoas, daí emanar-se-iam os grandes problemas, as grandes dúvidas e os grandes erros de comunicação (???). Bem, como já me cansei um pouco do tal do (bom senso!) deixei-o na gavetinha laranja do escritório. Enfim, a livre interpretação é a base da formação de nossos conceitos; as teorias são interpretações, as maiores certezas, no fim, são apenas interpretações.
A duras penas (de galinha ou ganso) vão-se interpretações e interpretados. Acho que essa discussão só se inicia por aqui, e vai prolongar-se para além das interpretações (assim espero!). No fundo a metáfora é a melhor (ou a pior?) saída, para que possamos nos (re)interpretar a todo instante. Interpretem da forma como quiserem, mas eu sei o quê e o porquê do que escrevi, ou talvez não , sugiro. Mas sinceramente... eu adoraria que borboletas fossem fadas, ou vice-versa.
Metáfora. Agora ela está enjaulada... (tolinhos pensam que podem prendê-la!), ela escapa, foge e viaja sempre, sempre metaforicamente e fiel a sua condição (e isso nem é determinismo).
Talvez seja isso, ou talvez, nem seja nada disso; o que importa mesmo é seguir a receita da leitura + dúvida + interpretação + dúvida + certeza + diálogo + verdade + sensibilidade... até o mais infinito,e claro usar o conteúdo da caixinha laranja.
Entendendo ou não, compreendendo ou não, faça o que quiser, façamos o que quisermos...Compre pipocas ou batatas, um suco e vá ler um bom livro...(metáfora!).

Colaborador:
Felipe Ibrahim

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Comentários

Nooossa, enfim acabei o texto! A cada final de frase voltei e refiz a leitura.. mas foi legal! Parabéns! Grata!

 
Lenira (28/01/2010 13:46:37)
 

Que texto massa! Uma visão boa de como o mundo é ou pode ser, rs... Gostei muito do texto, leitura muito agradável. Parabéns!

 
Heitor (30/01/2010 17:36:20)
 

 

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